História da cidade

Panorama di Belluno - Borgo Piave (Collezione Franco Sirena, Burloni)

De acordo com os historiadores as origens da cidade remontam ao quinto Século a.C., quando os povos celtas e antigos vênetos (Venetici) se estabeleceram no território. Dos celtas, aliás, também deriva o nome da cidade: Belodunum, “Colina Luminosa”. Plínio a define como cidade dos vênetos e, no segundo Século a.C, aliada de Roma, tornou-se um município romano. Em seguida passou por vários domínios (ostrogodos, góticos, bizantinos, lombardos e francos) até que com Otto, o Grande (973), tornou-se feudo dos condes-bispos até o surgimento da Cidade Livre. Conquistada por Ezzelino Da Romano (1249) e pela família Da Camino, em 1325 passou à família Della Scala (Scaligeri); em seguida foi a vez de Galeazzo Visconti (1388) e, posteriormente, do domínio da República de Veneza que durou de 1404 a 1797. Após o período napoleônico, passou ao domínio Habsburgo e permaneceu sob o domínio Lombardo-Vêneto até 1866, ano de sua incorporação ao Reino da Itália.

Antigamente Belluno era uma cidade com muros altos, torres, torreões e até mesmo um castelo. Hoje em dia possui muitas relíquias de interesse histórico: as três portas da cidade antiga – Dojona, Dante e Rugo, as belas fontes, a Catedral (Século XVI) com suas obras de arte e seu campanário (Século XVIII), o antigo Palácio dos Reitores, a Igreja de S. Stefano (Século XV), o Teatro Municipal (Século XIX), a Biblioteca (Palácio Crepadona, Século XVI), além da Igreja de San Rocco (1530-1561), todas preciosidades do centro histórico. A Praça dos Mártires, ou Campedèl, cercada por uma ampla estrutura de pórticos, é a verdadeira “sala de estar” da cidade, com jardins bem cuidados e o passeio público (Listòn). A Praça das Ervas nas proximidades é um pequeno tesouro cercado por antigos palácios de grande prestígio. A poucos passos de distância é a Praça da Catedral (Piazza del Duomo), onde se encontram a Catedral de S. Martino, o Palácio Vermelho – Município, o Palácio dos Reitorres – Prefeitura, o Auditorium e o Palácio dos Juristas, que abriga o Museo Cívico.

This post is also available in: Italiano, Inglês